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Sejamos
otimistas, rotarianos!
Quando o
calendário nos adverte de que demos mais uma
volta em torno do sol, é costume fazer do ano a
vir pequena temporária utopia. Por mais pessoal
que seja, nos limites das próprias aspirações,
sabemos que não a edificaremos sem a
contribuição dos outros. Não há ser que possa
viver absolutamente só. Para ganhar a
“Mega-Sena” esse sonho de alforria econômica e
social, é preciso que outros apostem. É assim
com tudo: o êxito das empresas, a paz familiar,
a alegria do reconhecimento alheio de nossas
possíveis virtudes. E não é preciso falar nos
sentimentos de amizade e do amor. Indivíduo é
aquele que não pode ser dividido por outro, mas
que pode e deve dividir-se, para multiplicar-se
em seus atos e em seus sentimentos. Ele se faz a
partir dos outros, e sua inteligência, quaisquer
que sejam os limites dos próprios atos e do
conhecimento adquirido, irá influir sobre as
pessoas com as quais conviva ou possa
comunicar-se.
É raro pensar
nessas coisas óbvias, exatamente porque são tão
óbvias. De forma quase natural aproveitamos
estes dias de renovação da esperança para a
confraternização. É o retorno à utopia maior,
a da paz. Pertencemos a maior organização
mundial, Rotary International, associação que
reúne os Rotary Clubs do mundo inteiro,
integrado por líderes de negócios e
profissionais que prestam serviços humanitários,
fomentam elevado padrão de ética em todas as
profissões e ajudam a estabelecer a paz e a
boa vontade no mundo. Assim o objetivo do
Rotary é estimular e fomentar o ideal de servir,
como base de todo empreendimento digno,
promovendo e apoiando entre outros princípios a
aproximação dos profissionais de todo o mundo,
visando à consolidação das boas relações, da
cooperação e da paz entre as nações. Mas
esta paz subentende a paz nacional, local e nos
demais ambientes que só sobrevivem e progridem,
se neles reinar a necessária paz, o respeito e a
solidariedade entre os que neles vivem e
convivem.
Rotary é
o nosso ambiente em que procuramos realizar o
sonho, a utopia da paz.
As utopias são necessárias. Ao tentar
realizá-las, as sociedades avançam. É necessário
que acreditemos neste sonho para fazer do Rotary
um ambiente de paz e de solidariedade. O ditado
é antigo: “antes que o homem faça, é necessário
que sonhe”.
Volto ao início do
artigo, reafirmando que no Rotary precisamos do
outro para realizar nossos sonhos. Quem é o
outro? O outro é aquele que chamamos de
companheiro, que cruzou conosco no caminho que
nos levou ao clube, aquele que cresce conosco,
trabalha, alegra-se ou chora ao nosso lado.
Aquele que ama e não pode cultivar o ódio junto
a nós. Aquele de quem dizemos: “ele é meu amigo
do peito” e de quem não
devemos dizer “fulano é insuportável”.
Aquele com quem devemos unir-nos para
construir o “rotariano ideal”, o “irmão
universal”. É o nosso próximo, que devemos amar
com todo o coração, com todas as forças, com
toda a alma. Aquele diante do qual seremos
julgados. O outro se chama Homero, Juscelino,
Jorge, Valentim, Dagmar, Cícero, Nora, Aziz,
Morel, Iraci e muitos com nomes simpáticos que
gostaríamos de citar. Não moram na nossa casa,
não trabalham conosco, não são nossos vizinhos,
não freqüentam a mesma igreja do nosso bairro. O
outro é nosso irmão em Cristo, que se esquece a
si mesmo para concentrar-se na responsabilidade
de criar um ambiente de paz, de amizade e
solidariedade no Rotary a que pertencemos e
entre aqueles que em outros clubes “dão de si
antes de pensar em si”, porque estão convencidos
de que “mais se beneficia quem melhor serve”.
É preciso acreditar na utopia da
paz entre todos os homens de boa vontade.
A partir do princípio de que cada um de nós é
construtor de utopias – mesmo aqueles que
desprezam planejá-las, mas as edificam na
esperança, atributo inseparável do ser humano.
Há a esperança de realização individual, que
move a sociedade de produção e consumo,
exacerbada a partir da tecnologia do
desperdício. E há a esperança da realização
coletiva. Todo rotariano de visão internacional
tem uma responsabilidade individual. Vale dizer:
vê além do patriotismo nacional e assume a sua
parcela de responsabilidade pela promoção da
compreensão, boa vontade e paz internacionais;
acolhe e promove a aceitação das convicções das
outras pessoas como um passo para a boa vontade
internacional, reconhecendo que há certos
padrões morais e espirituais básicos que, quando
praticados, assegurarão uma vida mais nobre e
mais completa. O rotariano não cultiva o ódio,
nem a inveja e respeita, em nível de clube, as
diferenças individuais, caminho para o vôo mais
alto da solidariedade e da paz, compreensão
entre todos os homens de raças, cores e
religiões diferentes.
EDG Guaracy |
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Que
Profissão Escolher?
EDG Guaracy

O Rotary de
Itaúna, através de seu Conselho Diretor,
presidido pelo eficaz companheiro Homero Machado
Lara, dando prosseguimento a um dos programas
propostos pelas comissões competentes, escolheu
alguns companheiros, excelentes profissionais,
para visitar a Escola Estadual “Dona Judith
Gonçalves”, no bairro de Santanense, e discutir
com os alunos das últimas séries qual a
profissão escolher, para dar prosseguimento aos
estudos, na universidade ou em escolas técnicas.
Prometi estar presente no dia marcado, mas em
razão de recuperação de uma intervenção
cirúrgica, não honrei o compromisso assumido.
Havia me preparado para o debate com os alunos.
Vou deixar neste artigo meu pensamento a
respeito e o que gostaria de abordar na visita.
Adoto A tese da doutora em Educação pela PUC-SP,
mestre em Educação pela UFSCar, Dra. MARIA
BEATRIZ DE OLIVEIRA, professora vinculada ao
Departamento de Psicologia da Educação da
Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, campus
de Araraquara.
O homem precisa
mudar suas atitudes e comportamentos frente às
novas exigências. Os jovens, diante da discussão
que se reduz a questões como qualidade,
produtividade, competitividade e desemprego
estrutural acabam por se sentir pouco preparados
para enfrentar os novos desafios, frente a
exigências e requisitos profissionais para o
terceiro milênio.
A conquista de uma
carreira de sucesso acaba sobrepondo à conquista
da felicidade e à vontade de viver. Os jovens se
perguntam: Como conseguir emprego num mundo tão
exigente e competitivo? O emprego, da forma como
o concebemos, tende a desaparecer, mas sempre
haverá trabalho. O conceito de pedir emprego foi
substituído pelo de empregabilidade.
Explico. Precisamos perceber as novas
exigências do mercado competitivo. Ele requer
pessoas que saibam correr riscos, trabalhar em
equipe, apresentar idéias criativas, administrar
seu tempo e que tenham múltiplas habilidades,
além da curiosidade e flexibilidade. Os
jovens equivocam-se em buscar uma profissão do
futuro. Não existe profissão do futuro. O que
existe são profissionais de futuro. Ao
iniciar um curso superior, já se começa a
construir a carreira profissional. As áreas hoje
estão muito diversificadas e interligadas. A
cultura geral nunca foi tão valorizada como hoje.
È necessário que o jovem adquira o hábito de ler
livros, ver filmes, fazer viagens, freqüentar
cursos de especialização, estar atualizado com a
leitura crítica de jornais e revistas,
dedicar-se ao uso da informática e ao estudo de
idiomas. O profissional de futuro deve ter
fluência em, pelo menos, duas línguas. O
mercado pede um “cidadão do mundo”, viajado que
saiba virar tão bem em qualquer capital
brasileira, em Londres, Paris quanto em
Cingapura, no oriente asiático.
Estarão em alta,
profissões de caráter social, ou seja aquelas
ligadas às áreas de educação, transporte,
saneamento, alimentação, preservação do ambiente
e comércio, entre outras. Para as empresas, os
requisitos mais valorizados hoje, além do
domínio da linguagem técnica, são: saber
utilizar equipamentos e materiais sofisticados,
comunicar bem de forma oral e escrita,
trabalhar em grupo, observar, interpretar e
tomar decisões, adquirir e processar novas
informações, pensar antes de fazer, ou seja, ter
versatilidade funcional. Os principais defeitos
são: falta de visão de conjunto, imediatismo,
superficialidade, dispersão e inconstância de
objetivos, cultura geral deficitária, pouca
criatividade e dificuldade de lidar com pessoas.
As atividades
profissionais estão em constante mutação. O
diploma de nível superior tem apenas um valor
relativo. O percurso profissional das novas
gerações é muito diferenciado daquele das
gerações anteriores. Um dos gênios mais
persistentes da história foi EINSTEIN. Embora
tivesse sido reprovado na admissão para a Escola
Politécnica de Zurique, alguns anos depois,
“botou a língua para fora da boca” (retrato
muito divulgado) para todos aqueles que não
reconheceram seu talento. Vou repetir a frase de
Confúcio, um tanto paradoxal: “Faça o que ama e
você não trabalhará um só dia de sua vida”.
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Em 8 de agosto
passado, realizou-se no Rotary de Itaúna, sob a
presidência de Homero Lara, com a presença de
diretores e professores dos principais
educandários de Itaúna, uma palestra com o
título “Visão Panorâmica da Educação no Brasil”,
proferida pelo ilustre padre Geraldo Magela
Teixeira, reitor do Centro Universitário UNA.
Este consagrado educador é membro da Câmara de
Ensino Superior do Conselho Estadual de
Educação e ex-reitor da Pontifícia Universidade
Católica-PUC-MG.
Começou comparando
o sistema educacional brasileiro a uma pirâmide
em cujo cimo estão as jóias brasileiras, únicas
universidades dignas deste nome porque se
dedicam à pesquisa e promovem o desenvolvimento:
em São Paulo (USP), Campinas (UNICAMP), Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ), Federal de Minas
Gerais (UFMG), Instituto Tecnológico de
Aeronáutica (ITA), reconhecidos casos de
qualidade – e, ainda, algumas universidades
católicas (PUC-MG, por exemplo), Fundação
Armando Àlvares Penteado (Faap) e a Fundação
Getúlio Vargas (FGV), que representam o que há
de melhor em termos de universidades privadas.
Nessas instituições, os estudos são
prioritários, os professores são valorizados e
instados a pesquisar, avalia-se com rigor o
desenvolvimento dos estudantes. Falta às outras
instituições principalmente a qualificação do
corpo docente e reina entre elas uma mentalidade
mercantilista em relação ao ensino: educação
hoje é excelente negócio a ser explorado. A
farra da abertura de cursos superiores,
verdadeira orgia onde prevalecem os interesses
econômicos e financeiros. Loucura desorganizada.
Disse que antigamente, à época dos excedentes
nos vestibulares, era muito difícil ingressar na
universidade, mas todos saíam, porque a
mentalidade reinante era de não reprovar o
aluno. Hoje, com o número de vagas muito
superior à demanda, é muito fácil ingressar e
mais fácil ainda terminar o curso sem
reprovação. Persegue-se o diploma e nada mais. E
ninguém leva a sério o grave problema,
professores desestimulados, mal remunerados e
alunos totalmente desinteressados.
O ensino médio é o
“patinho feio da educação”. Não tem conseguido
eliminar os analfabetos funcionais que, por sua
vez, contribuem para uma futura graduação
sofrível. Faltam 246 mil professores
qualificados para o ensino médio. As escolas
estão cheias de “doutores”, advogados,
engenheiros, médicos, economistas assumindo
disciplinas ligadas às suas atividades
profissionais, “bicos” para suplementar
“honorários” que não conseguem em sua atividade
principal. Elogiou o PROUNI e criticou o sistema
de cotas para os afrodescendentes e índios,
enquanto o ensino fundamental vegeta à míngua de
recursos e cheio de profissionais mal preparados
e pior remunerados. Afinal, faz muitos anos que
se sabe que o ensino médio não prepara o aluno
para entrar na universidade nem para o mercado
de trabalho. A graduação está degradada em parte
porque recebe uma grande massa de analfabetos
funcionais do ensino básico, repetiu.
Na pirâmide, sua
imagem no início da palestra, a base é de barro.
Enfatizou:: falta tudo na educação brasileira,
mesmo na rede privada; professores bem
preparados, investimento no aprendizado e até um
currículo mínimo obrigatório que norteie o
ensino. Os dados são alarmantes: 3,8 (de 0 a 10)
foi a média nacional obtida pelos alunos de 1ª a
4ª séries avaliados pelo índice de
desenvolvimento da educação básica (IDEB),
calculado por município com base no rendimento,
na repetência e na evasão; pior, ainda, no
ensino médio esse indicador ficou em 3,4.
Sabe-se que o Brasil é o único país do mundo em
que 50% dos que completam cinco anos de educação
básica continuam classificados como analfabetos.
54% de nossos alunos constituem um vexame em
matemática, não sabem fazer os cálculos mais
simples. 60% dos adolescentes da 8ª série não
sabem porcentagem. Pior na língua pátria: os
alunos aprendem a ler e a escrever as palavras,
mas não sabem interpretar um texto e articular
as idéias de uma redação.
Finalizando, disse que a escola sozinha não
educa. Cabe à família o acompanhamento do ensino
que o filho recebe, questionar, cobrar
resultados, e, importante, participar
periodicamente de reuniões dos pais com a
escola. A educação é, constitucionalmente, um
dever do Estado. Mas o governo gasta mais com
publicidade que com a educação. Por último
lembrou as normalistas do passado, importantes
na vida social, razoavelmente bem remuneradas,
que se dedicavam de corpo e alma à tarefa
educacional, consideradas para casar um bom
partido e eram muitos os que davam o golpe do
baú, os chamados “maridos das professoras”.
”Para começar a resolver o problema há que
remunerar, condignamente, os docentes!”
EGD
Guaracy
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Depoimento
do Intercambista Henrique Lara - Distrito 6540
USA

Henrique Hermano
de Oliveira Lara
Rotary Anfitrião: Itaúna
País: Estados Unidos
henrique_lara16@hotmail.com
Prezados
Companheiros do Rotary de Itaúna - Distrito
4560,
Na reta final do meu intercâmbio, faltando
menos de duas semanas para a minha chegada
ao Brasil, eu gostaria de agradecer-lhes e
compartilhar um pouco da minha experiência.
Eu cheguei aos Estados Unidos da America no
mês de agosto de 2006 e desde entao, vivi um
ano cheio de oportunidades, emoções,
novidades e alegria.
Tive 3 familias anfitriãs, as quais me deram
carinho, forças, e inumeras memórias das
quais jamais vou me esquecer.
Frequentei as reuniões do Rotary durante o
curso do ano, toda quarta-feira e eu falava
sobre a minha semana passada. Os rotarianos
sempre foram super gentis e carinhosos, me
tratando com muito respeito. O meu Rotary,
distrito 6540 foi sempre incrivelmente
responsável, me dando a minha mesadinha todo
mês e sempre me deu muito apoio. Rotarianos
me convidavam para jantares com suas
familias, atividades como ir a grandes jogos
de futebol americano, basquete e coisas do
tipo.
Eu fiquei extremente lisonjeado por ter sido
mandado para este Distrito e este Rotary.
Tambem fiz um "tour" pela costa oeste dos
Estados Unidos, organizado pelo Rotary, e
essas sim foram as duas melhores semanas do
meu intercâmbio. Visitamos varios estados e
lugares incriveis.
Novamente, agradeço pela oportunidade que
voces me deram, e eu apoio o programa de
Intercâmbio de Jovens do Rotary como nunca,
após ter sido parte dele.
Dei o máximo de mim sendo um embaixador do
meu pais, tratando a todos com boa vontade,
cabeçaa aberta, e sempre, SEMPRE falando
sobre o melhor que o Brasil tem a oferecer.
Espero ter aberto vagas para o nosso
Distrito e tambem ter ajudado para que voces
possam continuar com o programa de
intercambio de jovens.
Respeitosamente,
Intercambista
do Rotary de Itaúna
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