Foi em 1982. Eu ostentava a condição de sócio 100 em frequência. Faltei à reunião do Clube e, durante a semana, não tive oportunidade de fazer a recuperação em outro Rotary Club até Segunda-feira, quando expirava o tempo hábil para recuperar a falta.

Decidi viajar a Aparecida do Norte e lá assistir ã reunião do Rotary Club.

Saímos eu e minha esposa Delminda e meu filho Frank, de 13 anos.

Partimos de Itajubá as 17hs; era mês de Junho, dia nublado, frio, no alto da serra as condições meteorológicas eram desvantajosas, neblina intensa e densa, pouquíssima visibilidade.

Chegamos a Aparecida do Norte e por ser Segunda feira a noite, o movimento nas ruas da cidade era reduzido, as informações solicitadas quanto ao local da reunião, não foram fáceis, eram incompletas, todos diziam: É do outro lado da linha de trem.

Atingimos a linha férrea, atravessamos e chegamos ao local da reunião; eu já era esperado, pois havia me certificado por telefone, se haveria a reunião naquela noite.

Após a reunião, decidimos seguir para Taubaté, onde residia minha filha Delcle. Permanecemos em sua residência até as 22:30hs quando decidimos iniciar a viagem de retorno a Itajubá.

As condições do tempo haviam se agravado; começou a chover. Minha filha e meu genro insistiram para lá per moitarmos. Eu agradeci e me justifiquei pois tinha necessidade de retornar, tinha um a cirurgia marcada para as 7hs da manhã do dia seguinte, sendo eu o anestesista.

Partimos de Taubaté as 22:30hs com neblina e chuva fraca.

Viajava em baixa velocidade com orientação prejudicada, por sinalização ineficiente e até inexistente na rodovia que estava em fase de consertos.

No alto da serra, em Santo Antônio do Pinhal, tive de descer do carro para orientação.

Logo após Santo Antônio do Pinhal, um pneu dianteiro estourou, eu não tinha prática em trocar pneus; além disse nós não tínhamos lanternas; chovia e estava muito escuro.

Meu filho ofereceu-se para tentarmos a reposição do pneu; ele iniciou as manobras e eu o auxiliava; trabalhamos vagarosamente dificultosamente vencendo as etapas das manobras, ele fez quase tudo e conseguimos colocar o novo pneu.

Eu sentia dois desejos ao mesmo tempo: que passasse um veículo para nos auxiliar ou que não passasse veículo algum àquelas horas da noite.

Durante 1 hora trabalhamos e o resultado foi satisfatório. Não passou nenhum veículo.

Reiniciamos a viagem; a chuva aumentou de intensidade; nós estávamos bem molhados Desenvolvendo velocidade ainda mais baixa, próximo a Brazópolis, o limpa brisa apresentou defeito, parou de funcionar, obrigando a reduzir ainda mais a velocidade; eu dirigia com o rosto de fora; fomos prosseguindo a viagem até chegarmos a Itajubá ás 4h30min da manhã.

Foi uma viagem difícil.

Foi uma recuperação trabalhosa.

Mas eu senti-me rotariamente realizado ainda era sócio 100% em frequência.

Isto é apenas uma curiosidade rotária.

Saudações rotárias.
Dr. Clésio Silva